19 de julho de 2007

Xangô - Eduardo Lacerda

Belíssimo poema lido por Eduardo Lacerda, em 29/6/07, no recital "Aberto para Balanço: Leitura de Poesia Contemporânea", que abriu a FLAP 2007:

Xangô

Para Fábio Aristimunho Vargas

Quase
sem nenhum
motivo a pedra ataque
pedra ataque para o vidro
quebra
na cabeça do melhor
amigo
o seu
último
último suspiro.
O nosso azar
nos pedaços repartido,
como bolo ou migalha de,
e com brilho
próprio,
onde nele me reflito,
pois assim o imagino
algo imaginário
como espírito
que sigo.
O que atirou primeiro
a primeira pedra
e acertou
o vidro.
Eu o injustiço.
Nós errávamos.

Eduardo Lacerda


Obrigado, Eduardo, pela dedicatória!

3 comentários:

ana rüsche disse...

nossa,

que louco! ia postar "o meu" da série hoje mesmo. o eduardo tem santo mais que forte, saravá.

mas o jorge de lima ganhou. ;)

beijos

Julia disse...

Poxa, Snoopy, não li quase nada do Edu, adorei esse poema. Bonito mesmo, bela dedicatória.

Um beij

Julia disse...

Snoopy, atualiza isso aqui!

Besos...

Ah considere-se amaldiçoado!

A Maldição do Coelinho

vc deve postar no blog uma lista de 6 coisas que as pessoas não sabem sobre você ou suportar um ataque de um coelho gigante com um tiro na cara, igual ao Donnie Darko, quando você estiver lavando os cabelos de olhos fechados. Depois, tem que repassar a praga para 6 blogueiros